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Minhas vendas caíram com a pandemia, e agora?

Minhas vendas caíram com a pandemia, e agora?

As contas estão chegando e você, com seu negócio, não sabe o que fazer? Vamos ver o que conseguimos aprender com as grandes empresas.

Segundo o IBGE de 2014 o número de comércios varejistas no Brasil é de cerca de 1,3 milhões, maior que as duas categorias anteriores de maior volume que são o comércio por atacado (200 mil) e o comércio de veículos , peças e motocicletas (150 mil). 

Além disso, o setor é o maior empregador. Em 2016 em São Paulo, por exemplo, era responsável por 72,2% das pessoas ocupadas.

Mas quais empresas correspondem ao setor varejista? Alguns exemplos são: supermercados, farmácias, concessionárias de veículos, lojas de vestuários, lojas de materiais de construção, lojas de móveis e decoração, postos de gasolina, lojas de eletroeletrônicos e livrarias.

Todas foram altamente afetadas pelo COVID-19, certo? Bom... Mais-ou-menos, vamos analisar e aprender.

(Caso queira ver as fontes das informações é só clicar nas palavras sublinhadas)

Supermercados

Aumentaram a venda em quase 10% em meio a pandemia. Mais do que isso, as vendas online de maneira nada surpreendente, cresceram muito: 81% na semana da Páscoa, para ser exato.

Farmácias

A Raia Drogasil (RD), grande representante do setor, viu seu lucro crescer em 44,8% no 1ºtrimestre de 2020 se comparado ao do ano passado. Qual segredo?

"Segundo o Valor Econômico, na medida em que a pandemia se espalhou, as vendas pela internet da RD registraram um acréscimo de 213% (111% desconsiderando a aquisição do grupo Onofre)."

Acredito, particularmente, que o medo também tem feito as pessoas comprarem mais remédios para se "prepararem"...

Concessionárias de veículos

As vendas cresceram em 116,7% em junho se comparados a maio. E, surpresa:

“Mesmo diante de um mês de junho melhor, os números demonstram o retrocesso, provocado pela pandemia e consequente fechamento das concessionárias e isolamento social, por longos períodos. A queda no semestre só não foi mais intensa em função das vendas não presenciais

Vendas não presenciais? Adivinha por onde? Dica: não foi via cartas.

Lojas de vestuários

Queda estimada de 9% em 2020.  Adicionalmente:

"Essas estimativas levam em conta dados já relatados pelas indústrias e pelo varejo de queda no mês de março, dados de vendas com cartão do indicador Cielo de varejo e a perspectiva de vendas um mês de abril com praticamente todas as lojas fechadas no país."

Culturalmente, a compra de roupas é algo feito pessoalmente. Entretanto:

"Na hora de buscar informações sobre os próximos itens do guarda-roupa 78% dos entrevistados mais jovens usam o Instagram, enquanto o Facebook é o preferido de 60% dos usuários mais maduros." - Mundo do Marketing

Lojas de materiais de construção

Com risco de chover no molhado, vamos lá novamente:

"Segundo Serrano, o e-commerce também cresceu na quarentena. As vendas online não são uma prática tão comum entre as empresas do setor: em uma pesquisa com cerca de 1.200 lojistas, apenas 24% vendiam pela internet antes da pandemia. Mas com a quarentena, houve um aumento de 50% das empresas que passaram a apostar no e-commerce." - Mercado e Consumo

Lojas de móveis e decoração

"Com boa parte do comércio fechada devido à pandemia de Covid-19, as vendas online registraram aumento de 18,5% na primeira semana de abril, segundo dados da consultoria Ebit/Nielsen." - Movéis de Valor

Postos de gasolina

As vendas deste setor dependem do deslocamento de pessoas, como ele está limitado não é novidade esperar as quedas de vendas, de fato:

"Em maio, as vendas de gasolina caíram 20%, enquanto para o etanol a baixa foi de 30% em relação ao ano anterior, segundo estatísticas da Bioagência com base em dados da ANP. (...)" - Economia Uol

Lojas de eletroeletrônicos 

"Com o crescimento das lives pela internet e o home office, muitos consumidores decidiram trocar de aparelhos eletroeletrônicos. Segundo dados da consultoria GFK, houve avanço de 71% nas vendas de TVS pela internet no mês de março em relação ao ano passado. Sistema de som com tecnologia de reprodução sem fio registrou avanço de 62% em março. Já os notebooks tiveram aumento de 85%. - Economia IG

Livrarias.

Em Julho, teve um crescimento de 31% em relação a Junho. A recuperação vem de maneira mais lenta mas também com drive muito forte do e-commerce.

O que todos esses estabelecimentos tem em comum?

Todos que conseguiram mudar para um modelo de e-commece, ou seja, online estão conseguindo superar a crise. Todos que dependem de locomoção e presença de pessoas estão tendo problemas e redução de vendas. Até ai, nenhuma grande novidade...

Mas então, o que você não sabe sobre isso?

Acredito que como toda grande crise é necessário entender os problemas e as possibilidades de solução.

Problema principal: devemos manter o isolamento social para evitar a propagação do vírus.

Solução principal: a possibilidade de venda online devido ao grande número de pessoas conectadas de suas casas é uma grande oportunidade.

O que fazer?

- Esteja Online: entenda seu público, se você vende roupas para adultos, esteja no Facebook. Se vende para jovens, esteja no Instagram. Se quer vender eletrônicos, crie uma loja online. Se trabalha em um restaurante, não esqueça do iFood e dos outros concorrentes. Enfim, existem diversos sites que te ajudam a fazer essas coisas e, é claro, freelancers para criar excelentes sites com preços que podem agradar o bolso de qualquer um. Imagine a "presença virtual" como sua nova "loja física", não tem como vender algo sem ter uma "lojinha" antes. Recentemente o Google anunciou uma parceria com a Loja Integrada, permitindo que qualquer pessoa consiga criar gratuitamente uma loja virtual, curioso? Clique aqui e saiba mais.

- Descubra se você está "encontrável: muitas pessoas criam sites ou páginas online e acham que o cliente vai magicamente te encontrar. Meu amigo, desculpa, mas não vai. Duas estratégias são bem interessantes depois que você estiver online:  

- Usar o Google Ads para posicionar seu site bem em pesquisas no Google. Lembrete: cada pessoa que clicar na sua propaganda vai gerar um custo, aprenda como usar a ferramenta ou procure ajuda online. 

Usar técnicas de SEO (Search Engine Optimization), muita informação pode ser encontrada aqui. Assim como para a criação de sites, diversas empresas online fornecem serviços que combinam a criação de sites com a otimização SEO. Isso é o ideal. A melhor parte é que você não precisa pagar por cada clique que derem no link do seu site! Atenção: se você vende aplicativos (não através de aplicativos mas aplicativos mesmo) é uma boa dar uma olhada em técnicas de ASO (App Search Optimization).

Por fim:

- Aperte o cinto: muitos brasileiros sabem muito bem o que é apertar o cinto na hora do sufoco, talvez falar isso aqui seja até um abuso. O que talvez poucos saibam é que nesse momento, aplicar a estratégia CORRETA de economia na sua empresa é a melhor solução. Já repensou seus gastos em uma planilha? Já renegociou o aluguel? Já cortou custos básicos de energia elétrica? Já avaliou trocar a operação para 100% online? Já considerou começar outro negócio em outro ramo "mais online"? Um canal que tenho visto e achado muito interessante é o Favelado Investidor, com dicas muito interessantes de economia, recomendo! 

Bom pessoal, é isso! Um forte abraço a todos e boa sorte! 

Inovadores & Inquietos
Willian Beneducci
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Sempre curioso a respeito de tecnologias digitais. Adoro projetos mão na massa com tecnologias de ponta. E aí, vamos fazer?

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