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O momento da ruptura na educação superior brasileira

No Brasil, desde 1808 com a chegada da família real portuguesa, que podemos considerar que nascia o ensino superior em nosso país com a fundação e das escolas de Cirurgia e Anatomia em Salvador, a de Anatomia e Cirurgia, e a Academia da Guarda Marinha. De lá para cá muita coisa mudou, porém, a ideia de mesa, lousa, giz e aluno se manteve como ápice do ensino presencial.

Nas últimas duas décadas vimos o desenvolvimento amplo da educação à distância, de base tecnológica (sem esquecer dos Institutos de formação via correio), e com o amplo desenvolvimento tecnológico, e com a mudança de cultura resultante da pandemia de Covid-19, a educação brasileira passa então, ao seu momento de maior ruptura: apenas giz, lousa, professor, aluno e tablets não serão suficientes, é necessário a integração disso tudo para a constituição de uma grande sala de aula, do tamanho do mundo, onde o aluno pode ter acesso à educação superior, podendo interagir com seus professores e colegas de forma instantânea, não importando onde eles estejam.

Tamanha importância de entender essa ruptura é que a Microsoft desenvolveu em parceria com a McKinsey & Company’s Education Practice uma pesquisa de nível global para analisar o papel da tecnologia no setor e a formação dos alunos para esse futuro tão presente. Por exemplo, a pesquisa apontou que com a tecnologia é possível que os professores possam realocar entre 20 a 30% focando em atividades centradas nos alunos, possibilitando o conhecimento de suas realidades locais.

Nesse âmbito, as instituições de ensino superior passam a ter a necessidade de se reinventarem, para atender essa nova realidade educacional, onde o ensino deixa de ser ‘presencial’ ou ‘EaD’ para ser apenas ‘ensino’, onde este é entregue onde e como o aluno precisa.

Inovadores & Inquietos
Elizeu Barroso Alves
Elizeu Barroso Alves Seguir

Doutorando e Mestre em Administração pela Universidade Positivo (PPGA-UP), Coordenador dos CST's Gestão Comercial e Varejo da UNINTER, Grande Secretário de Comunicação e Imprensa do Grande Oriente do Paraná.

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