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O que você faria por um copo d'água?

O que você faria por um copo d'água?
Como diria @Rick_chesther “Pega essa visão”.

 

Em um negócio TODOS devem ser vendedores 🤓!!!!

Independente de sua posição e responsabilidades. 

 

Apesar de preferir resolver todos os meus problemas de forma digital 👨🏻‍💻, por procedimento (para não dizer burocracia 📝) da instituição financeira 🏦 💰 em questão aqui na caso, hoje estive nesta famigerada instituição financeira e enquanto aguardava pacientemente minha jamais chamada senha, sedento por um copo de água para combater o calor 🥵 na bela cidade de Aracaju, pedi um copo de água 🚰, visto não haver avistado nenhum bebedouro nos arredores da agência. 

Cometi a ousadia de interromper uma (provavelmente) e compenetrada Gerente da área chamada “PARA VOCÊ” 👩‍💻, cuidadosamente me aproximo e pergunto, “Moça será que consigo um copo d’água?” e com um sorriso no rosto, e neste exato momento pensei "eu sabia, ela vai me salvar", e ela gentilmente me disse “claro”. Quase que instantaneamente ela se virou, olhou ao redor e pediu a uma moça que estava em outra ala, sentada em uma mesa sem atendimento e ainda compenetrada em seu celular, a qual, por algum motivo e sem julgamento de valor, me pareceu ser a estagiária 🙇🏻‍♀. 

Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem

Para minha surpresa, pois já não se fazem estagiários como antigamente, e brincadeiras a parte, a provável estagiária instantaneamente acionou o rapaz terceirizado da limpeza que me providenciasse um copo de água, rapaz ágil, e disposto, ligeiramente se dirigiu ao backstage (onde tudo acontece) 💪🏼. 

Uns 15 minutos se passaram 🤦🏻‍♂, minha sede que só aumentava, acredito que em virtude de uma grave falha em meu julgamento, condição esta que me levou a uma atitude impensável, desesperada, praticamente inconsequente, voltar a importunar a gerente da ala “PARA VOCÊ”, abstraindo-a de suas funções. A suposta gerente novamente olhou para suposta estagiária, com um olhar muito questionador, a mesma com um aparente comportamento de desconhecimento da causa buscou recursos ao seu redor e graças a um evento natural, que beira mais a sorte do que o juízo, visualizou o ágil prestador de serviço que ressurgia do backstage no mesmo momento em que eu questionando a Gerente sobre meu copo de água. Ambas, pegas de surpresa, se surpreenderam (isso mesmo, redundantemente), se surpreenderam e finalmente a suposta gerente disse “ah! Não veio” e eu disse “não”. Tudo aconteceu simultaneamente e ao ser interpelado pela estagiária, o pró-ativo hábil prestador de serviços de limpeza, após este período de incubação no backstage, retornava com a preciosa informação de que a moça da copa/cozinha estava limpando outro setor e não seria possível trazer o tão preciso líquido da vida. 

Ingenuamente eu ainda questionei a suposta Gerente se por ventura não haveria naquele local uma alternativa que desse um fim a minha angústia, perguntei se em outro piso haveria por acaso um bebedouro, torneira, rio ou alguma espécie de fonte de água para mim, por fim ao meu martírio, e para minha surpresa, ela sem alternativas, sentada ali, pasma, ficou sem respostas para minhas interpelações. Neste momento 😳 agradeci a Gerente 🤷🏻‍♂ e por instinto acionei meu cérebro no modo reptiliano 🦍, regressei ao comportamento de nossos ancestrais e saí à caça de uma fonte ou rio que pudesse pôr fim nesta, agora, já eterna agonia e por uma dádiva de Deus encontrei um bebedouro 2 lances de escada abaixo no mesmo prédio.

Pessoal, agora é sério, tudo nesta história, quase que uma crônica hilária, retrata a imagem de certas organizações e seus profissionais, e isso não se resume a instituições financeiras, não é algo localizado a certas regiões ou cidades do país, também não resume todos os profissionais, mas infelizmente é algo preocupante que noto e que está espalhado como uma metástase especialmente em repartições públicas de modo geral e até em empresas que concorrem livremente no mercado, mas especialmente em organizações que carecem de concorrência ou que tem mercado cativo. O mercado livre força a melhora no atendimento, a redução da burocracia, o olhar orientado ao cliente, a identificar quem são seus verdadeiros clientes, seus stakeholders, resgatar qual é a sua proposta de valor e entregá-la de fato!

Como diz o ditado "para um bom entendedor meia palavra basta". Assim, é óbvio que o texto não se trata de um copo de água ou da instituição em questão, mas de PESSOAS e seus COMPORTAMENTOS, afinal, organizações não são compostas por pessoas? O texto poderia nos levar a refletir sobre inúmeros temas tão relevantes para a adaptação em tempos de ambiente VUCA e a perenidade de negócios. Temas como atendimento ao cliente, como criar uma equipe de vendedores, transformação digital, desburocratização, melhoraria de processos, ambiente ágil, cultura organizacional, alinhamento estratégico, livre concorrência, até de como, rapidamente, matar a sede de uma pessoa a beira de uma confusão mental 🤪 (essa é brincadeira😅), e por aí afora... dentre inúmeros pontos os quais podemos abordar aqui, inclusive culpar a organização (que logicamente é a maior responsável por admitir comportamentos tais quais e que precisa rever suas estratégias, processos, pessoas, etc.) eu vou escolher um, um que eu tenho muito refletido a respeito, o Stuck in the Middle” (SM), do inglês e em uma tradução literal "preso no meio", uso em inglês para assim ser universal, com vistas a exportação 🚀.

Outro dia cunhei este termo em um dos meus stories, SM representa um batalhão 🚶🏽‍♂🚶🏽‍♂🚶🏽🚶🏽‍♂🚶🏽🚶🏽🚶🏽🚶🏽🚶🏽🚶🏽 de profissionais, empresários e pessoas de modo geral presos, presos a suas realidades, presos no passado ou futuro (acreditem isso acontece), são pessoas que não estão abertas a mudança e que por infelicidade e coincidente incoerência vivem em um mundo em plena mudança, são inúmeras insatisfações, estão presos em suas crenças, seus aprendizados, ou até mesmo presos em suas certezas, são pessoas muitas vezes até competentes, mas com potencial para muito mais, situações SM representam um universo de desperdícios. SM reflete alguém que está no meio do caminho de algo, não vai para frente nem para trás, não avança ou não avança em pleno potencial, justamente por estar preso a algo.

Retomando meu case da instituição financeira e meu copo d’água, precisamos de pessoas que ousem sair do seu quadrado, que façam além daquilo que é sua responsabilidade, que desenvolvam um olhar sistêmico do negócio, que se sintam donos do negócio, que sejamos felizes fazendo aquilo que faz bem, para os outros e para elas mesmas🏃🏽👫🧍🏿‍♂🧍🏾‍♀🧑🏾‍🦽🤸🏼‍♀. Neste caso que comentei, o que você faria se a empresa fosse sua???? Essa é a pergunta de 1 milhão de dólares com resposta óbvia, pergunte-se diariamente "se eu fosse o dono o que eu faria?". Isso independe se estamos empreendendo, se somos co-empreendedores, se estamos trabalhando em empresas privadas ou mesmo no funcionalismo público, não há exceção!!!

Só assim a gente transforma o país e o mundo, transformando a nós mesmos.

Inovadores & Inquietos
JONATHAN MENDES
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Sou um otimista por natureza, insatisfeito por opção, em modo constante de aprendizado e em busca de conexões que gerem riqueza para todas as partes. Possuo mais de 16 anos de atuação em processos produtivos indústrias e de gestão corporativos.

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