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Porque andar a Margem do Sistema, pode proporcionar Inovações Disruptivas!

Porque andar a Margem do Sistema, pode proporcionar Inovações Disruptivas!

Inovadores, Inquietos e Inconformados andam a margem do sistema, nem muito dentro e jamais fora!


Prezado leitor queria te levar a breves reflexões sobre alguns insights que passam por essa mente um pouco inquieta, às vezes inconformada e muitas vezes acelerada, sobre como as Inovações, principalmente aquelas que consideramos disruptivas, surgem num lampejo e muitas vezes numa simplicidade poética de solução que dá aquela sensação em quase todos que a conhecem pela primeira vez de “Wow, que ideia legal”.

Vimos isso com a chegada de várias soluções nas últimas décadas como Streaming de Vídeos, Músicas e Áudios (Youtube, Netflix, Spotfy, Vimeo, etc), Canais de Comunicação Direta (Whats, Telegram, Signal, etc), Compartilhamento de Transportes (Uber, 99, Cabify, Bla Bla Car, etc), Serviços Digitais e uma leva de soluções que não vou discorrer aqui, pois sabemos quais foram que revolucionaram as que sucumbiram, as que estão capengando e as que continuam evoluindo e claro, mega curioso para as que irão chegar.

Tenho uma percepção, quase uma teoria (me falta tempo de contemplação para aqueles momentos de ócio criativo para fundamentar como teoria) que as grandes Inovações e Disrupções ocorrem com pessoas que chamo de Inconformados (alias tenho um artigo legal que falo sobre isso neste link: Tenha um Inconformado em sua Equipe) ou que no mundo tech de inovação, chamamos dos Inquietos ou Inovadores. Esses “Seres Celestiais” na minha percepção, passeiam ou andam a Margem do Sistema, ou seja, nem muito dentro e jamais fora. E explico o porquê dessa percepção.

De modo geral todos nós estamos dentro de um “sistema” que possui sua própria lógica, regras e dinâmicas de funcionamento e interações, refletindo cada ação, cada movimento, às vezes como uma pedra no lago, às vezes como apenas uma gota. E não estou aqui para trazer discussões complexas sobre esse “sistema”, mas para levar você para reflexões amplas de como acredito (quase como uma teoria) que ao entender que está dentro de um "sistema" (seja social, laboral ou pessoal) você precisará saber (e perceber) onde está, e em qual momento estará no centro  ou a margem do mesmo. E porque isso é importante?

Para compreender que dependendo de onde estiver, sua visão (ou seja, sua percepção) poderá está focada ou ampliada. Segue a lógica papai!Para e pense. Quando está muito dentro de algo, focado, concentrado ou completamente envolvido, sua visão periférica fica mais contaminada em visualizar e perceber o entorno. Isso é normal e ocorre com todo mundo. No dia à dia de trabalho, muitas coisas que acontecem ao nosso redor, não percebemos  e quando chega um “consultor ou mentor” ou quando compartilha alguma situação com alguém que é de fora da empresa, a sensação é que essa pessoa te traz novos pontos de vistas e perspectivas diferentes o qual na maioria das vezes, você percebe que faz muito sentido. E porque disso?

Simplesmente porque essa “terceira pessoa” que está chegando naquele seu “sistema” consegue ter uma visão ampliada percebendo mais facilmente o cenário do todo, visualizando da  “margem do sistema até o seu centro”. Se isso vale, quase como uma verdade para várias situações (caso ao contrário não teríamos a necessidade de sempre buscar um conselho ou ajuda externa) porque não valeria para buscar Inovações e Disrupções?

Ao analisar algumas ideias, inovações e novas soluções, começo a pesquisar como elas surgiram.  Muitas são insights das “dores” vividas pelo criador  outras de bate papo com amigos sobre percepções de problemas comuns ou ainda, na aplicação do Design Thinking com um grupo para resolver alguma “dor/problema” que lembra muito em seu conceito, a observação do método científico, mas que se difere em um ponto; no DT (Design Thinking) nós a interpretamos  e na Observação Científica, não. Ao buscar alguns passos atrás como esses “inputs ou insights de novas ideias surgem”,  me vem à questão da observação. Neste ponto, acredito que ao andar pela Margem do Sistema terá a chance de observar movimentos que até então, estavam fora da sua visão periférica, e a pergunta do milhão, é COMO fazer isso?

Bem se chegou até aqui, meu amigo leitor, lhe direi que pelo meu ponto de vista (e é claro discorde se achar necessário), COMO acredito que se geram alguns dos bons inputs para Inovações e Disrupções.

Como estou em Curitiba, trarei os exemplos da cidade. Alguma vez já se sentou no calçadão da Rua XV (centro da cidade) e ficou observando a magnifica diversidade que temos de seres humanos? Ou observar as pessoas na Ferinha de Artesanato que acontece todos os Domingos? E ao olhar para essas pessoas, imaginar ou projetar suas vidas, medos, dores, expectativas ou alegrias? Ou já entrou em algum bar, lanchonete ou qualquer espaço comercial que há pessoas bem diferentes de você socialmente e economicamente (sei que hoje estamos em uma pandemia e estamos travados com isso, mas logo logo a vida voltará ao normal) e sem compromisso, observar e escutar o que as pessoas falam, como se movimentam ou como interagem entre si? Ou por acaso, já foi em algum circuito considerado como underground, como por exemplo, circular aonde o pessoal de teatro, fotografia, pintores ou lado mais artístico circula? Ou conversar com algum morador de rua ou pessoas mais humildes, como por exemplo, um trabalhador da coleta de lixo da sua cidade ou até mesmo um guardador de carro? Ou até com um Artista de Rua? Ou pegar um ônibus e escutar e observar as pessoas e até quem sabe, conversar com alguém diferente ou estranho? Já fez? Se não, faça!! E sabe por quê? Porque é com esse pessoal que às vezes estão mais a margem do sistema, quase invisíveis, que pode ter sacadas e percepções que podem fazer muito sentido para alguns dos maiores problemas e dores para desenvolvimento da sociedade e da economia ou até às vezes, lhe dar bons insights sobre vários assuntos que até então não estavam no seu radar.Ouvi uma frase uma vez, não me lembro se foi do Steve Jobs ou do Jeff Bezos que dizia que “Para se fazer a inovação é preciso olhar para as bordas ou as margens” ou seja, essa frase, pode se desdobrar em várias linhas, como por exemplo, verificar o que universidades, institutos de pesquisas e similares estão fazendo (ele estão na borda da cadeia produtiva) ou pesquisar e conectar com os chamados “inventores de garagem” que tem várias abordagens interessantes ou seguir na linha que sugiro, de navegar por vários tipos de camadas sociais, principalmente os que estão um pouco mais a margem onde a dinâmica do “sistema” funciona muitas vezes, de forma diferente. E é ali que há vários inconformados e inquietos que claro, querem mudar a “lógica do sistema”.

E como surgem essas Inovações Disruptivas, no meu ponto de vista?  De inputs, insights e experiências de contextos vividos ou presenciados que nos levam a questionar a “logica do sistema” o qual está se observando, e propor novas abordagens ou novas simplificações afim de apresentar um novo cenário de aplicação,  e para se fazer isso,  é preciso se afastar do centro do sistema o qual está inserido e da “margem” observar esse cenário. E com paciência, sapiência e até uma certa inocência, propor uma “nova forma de fazer” afim de atender aos Inquietos ou até os Inconformados com uma solução que ao chegar em nosso conhecimentos gera aquela “Wow, que ideia massa!”Quem sabe, nessas andanças pelas margens dos sistemas que todos estamos inseridos, a inquietude e o inconformismo não lhe traga bons insights para novas disrupções e inovações que poderão (quem sabe) mudar realmente a lógica do sistema e com isso, te levar a patamares jamais imaginados!?

Por isso meu caro amigo, como já dizia o poeta Italiano Gabriele D’Annunzio “Nunca é tarde de ir mais além, nunca é tarde de tentar o desconhecido”  e tenha certeza, quem muda o mundo ou status dele, são aqueles que andaram pela margem do sistema e voltaram (com boas ideias, é claro).

 

 

Inovadores & Inquietos
Marcelo Figueiral
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Nessa jornada da vida, percebo a beleza das pequenas coisas, e a simplicidade das grandiosas. Sinto que o Todo, as vezes não conhece as Partes, e muitas vezes, as Partes não percebem o Todo, mas estou no meio deles.

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