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Hackathons na BRF: o que pequenas vitórias têm a ver com grandes transformações

Hackathons na BRF: o que pequenas vitórias têm a ver com grandes transformações

Na semana passada, recebi um convite para falar sobre os hackathons que fizemos em 2016 na BRF. Esse convite se somou a outros que, com certo ceticismo, perguntam o real valor de iniciativas como essas.

Quando comecei a escrever, logo pensei no número de pessoas envolvidas. Somando os 2 hackathons, foram mais de 300 universitários, mestres, pesquisadores, estagiários, doutores, gerentes, analistas, diretores. Lado a lado, eles trabalharam em finais de semana com disposição em torno de desafios reais, pulverizando qualquer relação de hierarquia acadêmica ou corporativa. Era inimaginável isso acontecer quando pensamos quanto o mundo acadêmico e o corporativo são distantes no Brasil.

Poderia contar aqui sobre o sucesso dos eventos. No entanto, a reflexão me fez escrever sobre as pequenas coisas tão necessárias que foram feitas todos os dias para que isso se tornasse real. Como as pequenas mudanças, as pílulas de conhecimento, os novos hábitos que sutilmente convidavam as pessoas para um mundo desconhecido e promissor. Essas pequenas vitórias e a frequência delas foram trazendo as mudanças, ao invés de apenas tentarmos enfrentar e mudar as coisas grandes.

Essas pequenas vitórias nos levaram a descobrir ecossistemas inteiros de coautoria em efervescência, como os vários finais de semana dedicados a startup weekends, que descobri serem os maiores eventos de empreendedorismo prático do mundo. As mais de 25 semanas que abrimos espaço para empreendedores e intraempreendedores contarem suas histórias para todos os funcionários em nosso open space em Curitiba, chamado de skill-swap.

Também lembrei das conexões proporcionadas por esses encontros. Pessoas de diferentes áreas se conectando através de problemas de negócio e não por cargos e funções. De novas conexões, como o deep-hub transformers que desafiou o status quo organizacional com o que chamamos de inconformismo positivo. De conhecer e ser parte de novos movimentos dessa jornada, como o b-connect, programa que conecta startups na cadeia da BRF. De começar a levar os times para se conectar aos movimentos de cultura maker da cidade. Do início da nossa garagem que começará a aterrissar em prototipagem rápida o nosso learn by doing dando oportunidades aos funcionários e à comunidade com maneiras de experimentar novas ideias.

Mas, o que os hackathons trouxeram? Propagaram uma agenda positiva de ações, permitiram perceber muitas coisas de uma forma mais clara. Trouxeram intensidade e significado para novas práticas de trabalho no dia a dia das áreas. Potencializaram a integração das áreas com o olhar para novas formas de construir projetos. Trouxeram dezenas de universidades mais próximas da empresa, provocando em dezenas de jovens talentos a vontade genuína de vir trabalhar na BRF. Com isso, vagas foram criadas e preenchidas para projetos que não existiam, e surgiram desafios que nos provocam novas formas de avançar que somam dia após dia na nossa transformação digital.

Fiquei pensando nisso tudo, lembrando dessas pequenas vitórias. Dessas mesmas, difíceis de medir aos indicadores e modelos já estabelecidos, e exatamente tão necessárias para colocar pessoas no centro da construção de mudanças grandiosas. Se hackathons valem a pena? Talvez as suas pequenas vitórias possam te dar a pista.

Colaboração

Inovadores & Inquietos
Marcos Daniel Goes
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Digital Transformation leader with a demonstrated history of working in the information technology and food & beverages industry.

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