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Eu nem sou inovador...

Eu nem sou inovador...

Acredite, eu te entendo, o dia é longo, cheio de desafios, confusões, stress, pessoas que não te entendem, pessoas que atrapalham e se tudo isso não bastasse hoje em dia, tem também seus filhos no homeoffice que não percebem o quanto você pode inovar e seu cachorro não te dá o menor crédito nesse tema, enfim, você não é inovador.

Bullshit!

Você apenas foi tomado pelo cansaço, afinal inovação se faz todo dia, mas todo dia é um novo desafio e tem dias que sabemos que é melhor sentar a esperar passar a tempestade.

Pensando nisso, e eu penso com frequência nisso, vou compartilhar um pouco como faço para manter a mente criativa mesmo diante de adversidades.

  1. Experimente errar fora do trabalho: eu gosto de cozinhar, tem dias que dá preguiça, mas tem dias que quero ser chef. Sempre tenho coisas congeladas e frescas prontas para minhas experiências, que muitas vezes dão errado, e nada melhor que dar errado testando com amigos. Porque falamos tanto em cultura de erro se nem queimar a carne podemos? A vida espelha a arte e o trabalho também.

    Se não sabe cozinhar melhor ainda, entra num site desses, tipo "tudo gostoso", escolha algo para fazer que não seja complexo e se arrisca a errar. 

    Mas a sugestão aqui é fazer coisas que você pode errar e aprender.
     

  2. Aprenda com o corpo: É muito interessante que nós que vivemos no meio de inovação, em consultoria ou empresas, vivemos de pensar, executar planilhas, alinhar pessoas e fazer acontecer, mas tudo gira em torno de tela, mouse, teclado e pessoas. Apesar disso funcionar, nos limita a atuar com a cabeça, pensando ou nos comunicando, mas é isso. E a consciência que outras partes do nosso corpo podem nos trazer e nos ensinar?

    Por exemplo, nesse ano, a melhor compra que fiz de todas foi uma furadeira parafusadeira de impacto, coisa linda. Mas já troquei muito chuveiro, furei toda a casa, já construí portão de madeira, já dei curto em todo o meu prédio fazendo elétrica, já ajudei a carregar  e virar cimento, já montei cortina e fiz um monte de reparos e nunca precisei disso para viver, sempre foi um aprendizado. Outro dia eu estava mexendo na elétrica em casa, colocando uma canaleta, trocando tomadas e minha esposa perguntou:
    - Leo, onde você aprendeu essas coisas?
    - Na vida meu amor, na vida, vendo e depois testando - disse eu enquanto fazia um chicote com dois fios de 20 amperes para entrar na canaleta.

    Mas você pode pensar com outras partes do seu corpo, o importante é entender que nos expressamos e pensamos de muitas formas.
     

  3. Faça coisas que estimulam a criatividade de forma direta: existem aquelas atividades que tratamos como criativas, por exemplo, pintura, escultura, gastronomia e várias outras. Às duas dicas anteriores estão diretamente relacionadas acima, inclusive no sentido de errar e pensar com outras partes do corpo, mas aqui é simplesmente se abrir a experiências de arte e criatividade.

    Eu gosto de escrever, é algo que serve para colocar para fora minhas ideias e ajuda na minha capacidade de comunicação, mas não sou poeta ou escritor de fato (mas acredito que eu deveria tentar pelo menos). Escrever é uma arte que requer inspiração e técnica.

    Mas você pode também aprender fotografia, jogar RPG, tentar desenhar, trabalhar com massinha, enfim, apenas tente fazer coisas criativas.
     

  4. Dica de ouro: leia coisas diferentes! Preste atenção e verá que você lê os mesmos temas, mesmas notícias, os mesmos autores e os mesmos conteúdos todo dia, isso os torna mais especialistas.

    Mas experimente ler coisas realmente diferentes, fora do seu campo de conhecimento e fora das suas preferências. Garanto que se você vencer as limitações de ser pragmático e só estudar mais do mesmo verá que sua mente irá naturalmente criar conexões de todos os tipos, irá tornar sua biblioteca de referências mais rica. E pela minha experiência, são essas conexões que não valorizamos que criam grandes ideias e nos motivam a inovar.

Cansados ou não, nossos corpos e mentes não desligam, quando muitos repousam, então use-os com sabedoria. Mas aproveite essa vida para aprender e viver mais de forma criativa e intensa, no final dessa história, no mínimo você terá aprendido a ver o mundo através de outras experiências e terá grandes histórias próprias para compartilhar e rir. E isso será uma mola que irá impulsionar você a transformar o mundo através da criatividade de inovação.

E você, o que faz para ser mais criativo e inovador?

 

 

 

Humanidade

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inovação

Inovadores & Inquietos
Leo Tostes
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Especialista em inovação aberta e sócio na Haze Shift. Tem o propósito de ajudar organizações a impactarem o mundo de forma positiva e se transformarem criativamente e digitalmente.

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