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Movimento maker, geração Z e grandes empresas em xeque-mate

Movimento maker, geração Z e grandes empresas em xeque-mate

No começo do ano pude assistir uma palestra do Mitch Altman. Foi uma aula de autoestima, empreendedorismo e estilo de vida. Mitch se tornou um importante nome da cultura maker e hacker a partir dos anos 2000. Uma de suas invenções, ainda em 2004, foi a TV-B Gone. Era uma resposta a frustração da presença de televisores onipresentes em bares, restaurantes e lavanderias. A invenção permitia a qualquer pessoa desligar intrusivas que prejudicavam, por exemplo, um artista dentro de um aeroporto tocar o seu bandolin e se fazer ouvir para as pessoas. O sucesso foi estrondoso e até agora há kits de códigos abertos para "desligar" quase todo o tipo de coisa.

O objetivo dele fazer isso era a fazer com que as pessoas interagissem mais entre elas. Foi lá e fez algo para esse objetivo.

E é exatamente aí que a cultura maker tem em sua base a ideia de que pessoas comuns podem construir, consertar, modificar e fabricar os mais diversos tipos de objetos e projetos com suas próprias mãos. O Movimento Maker é uma extensão da cultura Faça-Você-Mesmo ou, em inglês, Do-It-Yourself (ou simplesmente DIY). 

O movimento maker está movendo o futuro do mundo. Você sabia que grande parte do sucesso recente da China na fabricação de alta tecnologia se deve em parte à alta concentração de produtores em pequenas áreas geográficas, como a Shenzhen Special em uma zona econômica fora de Hong Kong ou na região do Delta do Rio das Pérolas em redor de Xangai.

As grandes empresas precisam alcançar o novo consumidor
[Spoiler] Ele é maker.

Lendo a matérias "Tyson Foods Is Acting Like A Much Smaller Company, To Reach A Much Younger Consumer" vi que segundo a    Jen Bentz, vice-presidente sênior de P&D, inovação e insights da Tyson Foods, os consumidores da Geração Z - nascidos em meados dos anos 90 até cerca de 2012 fazem parte do movimento maker. Eles economizam dinheiro, porque cresceram em um mundo pós-11 de setembro e só viveram durante um período de guerra. Em suas curtas vidas, eles também passaram por uma crise econômica e ambiental. Algumas estimativas mostram que a Geração Z rende US $ 143 bilhões em poder de compra. Isso aumenta para cerca de US $600 bilhões se a influência sobre o poder de compra de seus pais for adicionada ao mix. 

Vivenciando tudo isso e ainda atualmente vemos grandes empresas que foram projetadas para rejeitar a mudança, executivos que preferem ignorar, para seu próprio risco, o real potencial de mentalidades intraempreendedoras. Para exemplificar a rotina do dia a dia dessas grandes é super comum ainda ver coisas como, as pessoas priorizarem o processo e não o resultado, as pessoas esperarem que os outros a digam o que fazer, terem medo de tentar coisas novas e falhar e de parecerem fracas na frente de seu chefe ou de não querer desperdiçar o tempo dele.

E o xeque mate em três movimentos tem a ver com as grandes empresas que ignoram seus intraempreendedores?  

Existe duas formas de conseguir um xeque-mate em três movimentos. Qualquer uma delas requer que seu oponente jogue bem mal, ou esteja bastante distraído no início do jogo.  O que se espera é uma jogada nada inteligente do seu oponente, mas talvez ele faça isso por você.

Entendeu a semelhança?

Colaboração

Inovadores & Inquietos
Marcos Daniel Goes
Marcos Daniel Goes Seguir

Digital Transformation leader with a demonstrated history of working in the information technology and food & beverages industry.

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